
(De notar que esta análise faz parte da republicação de algumas análises do PSGames Power, o blog a que este sucedeu, e esta análise algo reajustada agora, é originalmente de 2015)
O que dizer de Home…. é que poderá ser um jogo que tem muito mais do que a vista alcança num primeiro olhar, apresentando-se como uma experiência bastante curta mas que nos consegue agarrar a atenção de uma maneira única.
Home é uma aventura de horror pixelizada para a PS Vita que nos leva para um ambiente não muito comum hoje em dia, onde não andamos a fugir de ninguém ou a batalhar bestas grosseiras, mas em que somos simplesmente uma personagem que passa por cenários nos quais estamos completamente sozinhos a tentar descobrir o que raio aconteceu no mundo.
Acordamos numa velha casa sem memória do que se passou no dia anterior e com a nossa perna magoada. De repente encontramos um corpo… corpo esse de um homem assassinado mas apesar do choque a nossa única vontade base mantém-se, encontrar Rachel, a nossa mulher. No nosso caminho vamos passar por cenários muito bem conectados entre si nos quais vamos descobrir cada vez mais pistas e questões que nos irão levar a uma derradeira verdade. Agora fica a questão, como se torna esta uma aventura única para cada um?

Bem, torna-se na maneira em como podemos fazer as nossas escolhas, em que podemos avançar para o fim sem explorar basicamente nada, ou podemos explorar os cenários e escolher se queremos realmente ver alguma coisa do que encontramos, ou se simplesmente queremos pegar em algum objeto e levar connosco.
Apesar de ter esta simples mecânica de escolha ela é algo que nos consegue entreter durante algumas horas e em que infelizmente mais do que isso e torna-se-ia algo monótono e bastante repetitivo, porque apesar das ditas escolhas não há acção real ou mesmo uma conclusão confirmada apesar de haver a possibilidade de terminar com 2 teorias finais, isto porque a jogabilidade resume-se a movimentarmos a nossa personagem pelos cenários, interagir com objetos que a isso permitem.

As animações de transição de subir/descer escadas e abrir uma porta para a atravessar lembram logo o Resident Evil 1, pena que usem a mesma para descer/subir escadas, pelo que quando descemos uma a animação que vemos é de estarmos a subir e isso denota um pouco de preguiça. De resto pode-se dizer que o aspecto pixelizado e algo retro combina muito bem com o jogo e aliado a todo o ambiente nos dá a atmosfera pretendida de horror que o jogo quer entregar.
Em termos de som a sua equalização está mal feita na Vita em que temos de colocar o volume mais alto do que habitual, para podermos ouvir o jogo normalmente, mas tirando isso os sons usados para criar o ambiente e atmosfera de cada local, ou certos efeitos em alguns momentos ajudam a elevar em conjunto com a parte visual e narrativa até a atmosfera sombria que nos querem entregar, ou seja tudo se junta realmente para nos entregar a experiência completa com boa qualidade final.

O jogo conta com uma história intrigante sem dúvida, um bom grafismo, a nível de som é a questão mencionada só, as animações de cenários estão boas, em termos de duração está algo bom na base de ser um jogo indie para uma portátil, pelo que recomendo esta aventura de horror a todos os fãs do género mas que procurem exploração e investigação, sem ação.
Home a Unique Horror Adventure: Se procuram uma jornada curta enigmática em 2D pixelizado com uma sensação de horror a pairar no ar então esta poderá ser uma boa escolha para variar de experiências mais longas (e mais profundas). – Édi Fernandes
